Home FILMES Crítica: O Diabo de Cada Dia mistura violência e religião em enredo inteligente

Crítica: O Diabo de Cada Dia mistura violência e religião em enredo inteligente

by Luisa Ortiz

Se você acompanha o Desperte, sabe que nós fizemos uma resenha do livro O Mal Nosso de Cada Dia, do Donald Ray Pollock, não muito tempo atrás, em ritmo de aguardar a adaptação para as telonas! Se você quer saber mais sobre ele, pode ler a matéria clicando aqui.

Finalmente, o filme, dirigido por Antonio Campos e produzido por Jake Gyllenhaal, foi disponibilizado na última quarta (16/09), na plataforma da Netflix, e nós corremos para assistir!

Como leitora inveterada, sou acostumada a ir com pouquíssima expectativa quando vou assistir adaptações de livros para o cinema (uma fã traumatizada, sim ou claro?). No entanto, quando comecei a assistir ao O Diabo de Cada Dia na Netflix, consegui visualizar perfeitamente cada cenário, trecho e diálogo da obra original, o que me deixou muito satisfeita! Na verdade, em termos de fidelidade, o filme é praticamente perfeito – eu mesma só consegui identificar uma única diferença, o que é muito incrível, tendo em vista que se trata de uma história com muitos personagens, saltos temporais, flashbacks e peculiaridades (leia-se: coisas macabras). Ou seja, algum deslize ou outro era esperado, mas não foi o que aconteceu!

A atuação dos atores principais deixou muitas pessoas chocadas e é muito impressionante ver Tom Holland (o nosso querido Homem-Aranha), que interpreta Arvin Russell, fazendo um papel de um jovem adulto violento e problemático, perseguido pelo passado, pela maneira que foi criado e pela brutalidade dos infortúnios de sua própria vida. A mesma coisa ocorre com os personagens de Robert Pattinson e Sebastian Stan, respectivamente o Reverendo Teagardin e o Xerife Bodecker, que são papéis extremamente dificultosos e diferentes de seus habituais trabalhos – os três deram um show de atuação e provaram que estão, sem sombra de dúvidas, entre os melhores dessa geração. O elenco também contou com a ilustre participação da atriz Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas), Eliza Scanlen (Objetos Cortantes, Mulherzinhas) e Bill Skarsgard (It, Hemlock Grove), que também arrasaram em suas atuações.

Na minha opinião, faltou apenas um pouquinho de cenas chocantes! Afinal, quando li algumas partes do livro, cheguei até a passar mal, de tanto desconforto (sério!), e a impressão que tive é que a produção do filme quis amenizar um pouco uma história que já era muito pesada para focar em coisas mais importantes, o que não é necessariamente ruim!

Todavia, a adaptação conseguiu unir de forma perfeita todas as subtramas, mesclando drama familiar, violência, fanatismo religioso e machismo, numa crítica quase explícita, mas não sem algum mistério.

E você? Também já assistiu ao filme? Conta pra gente nos comentários! E fique ligado no site para mais notícias e matérias sobre o mundo Geek.

Desperte seu Geek Interior! 🙂

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