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Resenha de “O Mal Nosso de Cada Dia”, de Donald Ray Pollock

by Luisa Ortiz

A nova adaptação da Netflix, O Mal Nosso de Cada Dia, tem estreia marcada para o dia 16 de setembro, e muita gente já ficou na hype com o trailer chocante da história, que inclui um elenco de peso com Tom Holland, Robert Pattinson, Bill Skarsgard, Sebastian Stan, Mia Wasikowska e muitos outros!

Como a data está se aproximando, resolvemos trazer hoje uma resenha do livro, para vocês terem um gostinho, e que, já adianto, foi, sem sombra de dúvidas, a leitura mais macabra do meu ano (até agora!).

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O PLOT

A história de O Mal Nosso de Cada Dia começa no pedregoso vale do sul de Ohio, numa cidade chamada Knockemstiff, e, a princípio, acompanha a vida de Willard Russell (protagonizado nas telas por Bill Skarsgard), um veterano marcado pela guerra e aparentemente quieto (mas bruto), que encontra a sua fé – de um modo um pouco perturbador – quando sua amada esposa fica terminalmente doente. Mesmo com todos os sacrifícios de animais e as intermináveis rezas em um tronco no meio da floresta, que ele performava com seu filho pequeno, Arvin (Tom Holland), a mulher padece, deixando-os sozinhos.

Anos se passam e Arvin está morando com a avó Emma e o tio em Coal Creek, e se tornou um jovem resoluto e destemido, fazendo justiça com as próprias mãos quando se trata de cuidar de sua irmã de criação, Lenora (Eliza Scanlen), que também ficou órfã anos antes, quando sua mãe, Helen (Mia Wasikowska) foi assassinada pelo pai, Roy Laferty (Harry Melling), um pastor picareta que então se tornou fugitivo.

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Após o crime, Roy foge da cidade com o companheiro de falcatruas, Theodore, e anos se passam com ambos levando uma vida bem descompromissada, quando antes fingiam serem pastores e chocavam a comunidade com seus atos deturpados de fé, que incluíam mastigar aranhas enquanto cantavam canções bíblicas.

Ao mesmo tempo, um casal decadente de serial killers, Sandy (Riley Keough) e Carl (Jason Clarke) viaja pelas estradas e divisas entre os estados procurando por jovens caroneiros, a fim de tirarem as fotografias mais bizarras e doentias, escondidos do irmão de Sandy, o xerife Lee Bodecker (Sebastian Stan), que está cada vez mais atento às atividades suspeitas do casal e preocupado com a própria reputação, já que mais uma eleição para o cargo se aproxima.

O reverendo Sykes, querido pela comunidade de Coal Creek, adoece com a idade, e chama seu sobrinho, o pomposo pastor Preston Teagardin (Robert Pattinson), para ocupar a posição. No entanto, o jovem pregador, que havia abandonado os “estudos celestiais” e vive às custas da fortuna da mãe, carrega um grande segredo, traduzido num rastro criminoso de abusos de garotas, manipuladas por ele através da religião, e as coisas parecem piorar quando coloca seus olhos em Lenora e decide que ela será sua próxima vítima.

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Donald Ray Pollock consegue mesclar de modo muito inteligente o passado e presente, traçando uma ligação sutil, mas determinante, entre os personagens, com uma escrita fluida e enredo de embrulhar o estômago e tirar o fôlego. Eu particularmente gostei muito da leitura, embora tenha sentido falta de um foco mais substancial nos personagens de Arvin e Lenora.

Estou morrendo de ansiedade para ver a adaptação que, pelas fotos que vimos aqui, parece estar sensacional! Chega logo, dia 16!

Fique ligado no site para mais notícias, resenhas e matérias sobre o mundo Geek!

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2 comments

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Carina Soares 4 de Setembro, 2020 - 18:21

Nossa, a história parece ser bem impactante. Não vi o trailer, mas já fiquei intrigada com essa resenha do livro!! Vai pra lista!!

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Alexandre Pytel 4 de Setembro, 2020 - 20:02

Parece ser bem interessante. Gostei e vou assistir sim. Bela resenha, Luísa.

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